O Edifício

O MAB está instalado no edifício do antigo Paço Episcopal de Bragança que, com o advento da República, passa para a tutela do Estado. Foi objeto, desde então, de sucessivas adaptações a novas funcionalidades e sofreu remodelações mais profundas nas décadas de 30 e de 90 do século passado, sendo inaugurado na sua atual versão em dezembro de 2007.

A seguir apresenta-se a cronologia de todas as remodelações documentadas a que o museu foi sujeito:

 

Fins do séc. XVI – Aqui se encontrava instalado o Colégio de São Pedro, instituído por D. Julião de Alva. Houve uma primeira campanha de obras, por iniciativa do Bispo D. João de Sousa Carvalho.

1734 – Ampliação do edifício, com as obras a cargo do Mestre João Alves Lagido.

1764 – Transferência da sede episcopal de Miranda do Douro para Bragança.

1764/1776 – Obras de ampliação do edifício, com a estruturação da fachada principal, a angariação de terrenos contíguos para jardins, e remodelação da capela, cujo teto, foi pintado por Manuel Caetano Fortuna, e que, ao centro, contém as armas do bispo que sustentou esta transferência – D. Frei Aleixo de Miranda Henriques.

1770 – A transferência foi ratificada, e o antigo colégio passa a ser a residência oficial dos Bispos de Bragança e denominado de Paço Episcopal.

1912 – Expropriação do imóvel, devido a divergências entre o bispo de Bragança-Miranda, D. José Alves de Mariz e o Governo. O imóvel passa a ser ocupado pela Guarda Nacional Republicana e pelo Arquivo do Registo Civil; no piso superior é instalado o Museu Municipal.

1915 – Criação do Museu Regional de Bragança e da Biblioteca Erudita. Ambos foram acolhidos neste espaço.

1925 – O Padre Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal) é nomeado Diretor-Conservador do Museu Regional de Bragança.

1927– Deu-se a junção do espólio dos dois museus (municipal e regional); e após as comemorações dedicadas ao Abade de Baçal, o seu espólio foi integrado no museu.

1935 – O museu passa a chamar-se Museu do Abade de Baçal.

1937/1940 – Campanha de obras, com vista a adaptar as estruturas às necessidades museológicas.

1986 – O edifício é classificaco como imóvel de interesse público.

1994 – Nova intervenção com vista a reformular os espaços, devendo-se o novo traçado aos arquitetos António Portugal e Manuel Maria Reis. Nesta campanha de obras foi anexado um edifício contíguo, onde atualmente se faz o acolhimento dos visitantes.